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História, modo de ser fundamental das empiricidades:
- o Lugar de nascimento do que é empírico
- e o Circuito onde ocorrem as trocas

A sucessão de fatos indicada pelos eventos de início e fim de Processo (i) e (f) cuja coleta é história em seu primeiro significado
A alteração de modo de ser fundamental do objeto cujo sucesso faz história; indicada pelos eventos de objeto (i) e (f)

Há dois conceitos para o que seja História (*):

  • história como a coleta das sucessões de fatos tais como se constituíram;
  • história como o modo de ser fundamental das empiricidades, aquilo que permite que elas sejam afirmadas, postas, dispostas, e repartidas no espaço do saber para eventuais conhecimentos e ciências possíveis.

Na segunda acepção do termo, história é feita quando o modo de ser fundamental das empiricidade muda: empiricidade objeto, um pensamento não-articulado na experiência, passa pela ação do sujeito, a pensamento sim-articulado na experiência; em outras palavras, ocorre o nascimento de algo empírico porque agora com suporte na experiência e com um novo modo de ser fundamental, algo que agora pode ser afirmado, posto, disposto, etc. etc. Leia a seguir sobre pensamento conservador e progressista.

A principal – e grande – diferença entre as duas figuras acima é que a da direita inclui a operação na qual a empiricidade objeto muda seu modo de ser fundamental (o que se dá entre as setas amarelas (i) e (f). Tomando a palavra ‘progressista’ como atenção ao novo, entre as duas configurações de pensamento a da direita (!) é a que dá atenção a construção de representação nova.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas;
Capítulo VII- Os limites da representação; tópico I. A idade da história