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A proposição como o bloco construtivo padrão  (Lego) fundamental para a construção de representações

Aquém do objeto

Funcionamento do sistema Input-Output

Na estrutura de conceitos do pensamento clássico, na paleta de ideias ou elementos de imagem disponíveis no espaço de operações clássico, não existem elementos de imagem para formular a proposição.

O Homem está fora do espaço de operações clássico, e a noção de objeto definida por suas propriedades originais e constitutivas também é estranha a esse espaço de empiricidades.

Diante do objeto

A proposição como bloco (Lego) construtivo fundamental sendo criada no caminho da Construção da representação

A proposição,
como bloco (Lego) construtivo padrão fundamental
no caminho da Construção da representação, como proposição enunciativa e depois explicativa.

Além do objeto

A proposição como bloco (Lego) construtivo fundamental sendo utilizada no caminho do Instanciamento da Representação

A proposição como bloco (Lego) construtivo padrão fundamental
no caminho do Instanciamento da representação, como proposição instanciativa da empiricidade objeto cuja representação é pre-existente no Repositório de proposições explicativas formuladas de acordo com
as regras da linguagem.

‘A proposição é,
para a linguagem,

o que a representação é
para o pensamento:

sua forma ao mesmo tempo
mais geral e mais elementar

porquanto, desde que a decomponhamos,
não encontraremos mais o discurso,

mas seus elementos
como tantos materiais dispersos.’

Michel Foucault (*)

“A língua é
a mais complexa,
a mais milagrosa,
a mais estranha,
a mais gigantesca e variada
invenção humana.”

Millôr Fernandes

No segmento do espectro Aquém do objeto não é possível a formulação da proposição com ideias ou elementos de imagem operacionais, isto é, integrantes da estrutura dos modelos: a bem dizer, ideias ou elementos de imagem como homem e objeto, na noção com a qual são usados nos espectros Diante e Além, simplesmente estão fora e não existem no espectro Aquém.

Pelas duas citações acima, uma de Michel Foucault no livro As palavras e as coisas, e a outra de Millôr Fernandes obtida em uma coletânea de citações, podemos avaliar o que se perde com essa impossibilidade.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas
Capítulo IV – Falar; tópico III. A teoria do verbo