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Operação sob o pensamento clássico,o de antes da descontinuidade epistemológica de 1775-1825

Veja a figura no LE (lado esquerdo): a existência precede a distinção.

Pressuposto: todas as coisas existem desde sempre e para sempre compondo o Universo, obra de Deus. A busca por origem, condições de possibilidade e de generalidade dentro de limites está fora do escopo das operações neste segmento que tem o rótulo ‘AQUÉM’ do objeto porque a noção de objeto descrito por esse tipo de propriedades está fora do escopo destas operações.

Restam então propriedades não-originais e não-constitutivas,as “aparências”.

Pelo pressuposto adotado todas as representações existem desde sempre, e assim, existem antes, e depois de toda operação.

Dessa forma, dada a inserção calendário de um dos eventos (i) ou (f), com as propriedades existentes das representações selecionadas para a operação é possível calcular a inserção calendário do outro evento (f) ou (i).

Esse é um tempo calendário, um tempo dado por um sistema relativo de anterioridade ou simultaneidade das coisas entre si, cujo elemento central é Processo.

Operação sob o pensamento moderno, e no caminho da Construção da representação

Operação sob o pensamento moderno, o de depois da descontinuidade epistemológica de 1775-1825 

Veja o LD (lado direito) da figura: a existência se constitui com a distinção, ou em outras palavras, a existência sucede a distinção.

A existência das coisas decorre de uma busca, empreendida pelo homem, raiz e fundamento de toda positividade, por origem, condições de possibilidade e de generalidade dentro de limites, para um pensamento não articulado, para o impensado, etc. etc. tomado como empiricidade objeto da operação.

O pensamento somente percorre o caminho da Construção da representação – veja a animação a que a figura dá acesso – quando um certo ‘operar’ é atribuído a essa empiricidade objeto da operação, e uma representação capaz de explicar na experiência esse ‘operar’, esse modo de ser da empiricidade objeto escolhida, ainda não existe em um Repositório de proposições explicativas formuladas de acordo com as regras da linguagem em uso no ambiente e domínio em que a operação ocorre.

Caso a consulta ao Repositório tenha resposta negativa (ainda não existe representação para empiricidade objeto com o ‘operar’ atribuído) então o pensamento desencadeia uma operação de Analogia que procura um objeto análogo à empiricidade objeto com o ‘operar’ atribuído e  prepara para a possível representação uma arquitetura padrão e inteiramente vazia. Não existem propriedades originais e constitutivas, ou não originais e não constitutivas além das próprias à arquitetura.

São desencadeadas operações de busca por origem, condições de possibilidade e de generalidade dentro de limites estabelecidos pelo domínio e ambiente.Essas buscas lançam mão de todo o conhecimento disponível em todas as áreas, filosofia, ciências, tecnologias.

Pode acontecer que o objeto análogo construído não seja ainda representável; mas a julgamento do sujeito da operação, esse objeto análogo pode ser considerado um caminho para uma possível representação.

Via de regra isso sempre acontece. Muito raramente uma representação é encontrada logo para o primeiro objeto análogo construído.

Então, o pensamento aplica a esse objeto análogo considerado como ‘caminho’ – resultado da aplicação do princípio organizador Analogia- o método Análise que substitui esse objeto análogo não representável por um conjunto logicamente organizado de outros objetos análogos. Esse conjunto de objetos análogos formam um objeto análogo composto substitutivo ao objeto análogo inicial.

A aplicação do método Síntese garante o mesmo ‘operar’ entre o objeto análogo inicial e o objeto análogo composto.

A construção do objeto análogo composto é orientada pelo princípio organizador Sucessão.

Com o sucesso da operação são encontrados os elementos de suporte na experiência à Forma de produção, o elemento central deste modelo de operações.

Essa determinação (seleção e ou desenvolvimento) de elementos de suporte na experiência da Forma de produção é feita para todos os objetos componentes do objeto análogo composto.

Quando todos os objetos análogos componentes do objeto análogo composto forem identificados e selecionados, a representação para a empiricidade objeto com ‘operar’ aceitável como sendo o ‘operar’ atribuído inicialmente, dentro de um critério de aceitação, está pronta e é incluída no Repositório onde permanece a título precário, até que uma outra representação para a mesma empiricidade objeto seja desenvolvida.

O tempo na operação com esse funcionamento

 

operação no caminho do Instanciamento da representação

A operação de Instanciamento da representação acontece em duas situações:

  • ao final de uma operação de Construção da representação, por uma decisão do sujeito da operação de dar continuidade a ela;
  • em resposta a uma consulta ao Repositório, feita no início ou em qualquer ponto de uma operação em que seja atribuido à empiricidade objeto da operação um certo ‘operar’.

Nesses dois casos a consulta ao repositório foi positiva no sentido de que já existe uma representação com ‘operar’ aceitável tendo em vista o operar atribuído à empiricidade objeto e um critério de aceitação.

Então, com essa resposta do repositório, o primeiro passo é recuperar dele a representação nele existente cujo ‘operar’ serve ao ser comparado com o ‘operar’ atribuído.

Dá-se a recuperação desde o repositório, da representação completa que ‘serve’ para a operação de Instanciamento em curso.

Na posição estrutural do ponto (i) depois da recuperação da representação que ‘serve’, tempos todas as propriedades dessa representação. E isso vale também para a posição estrutural do evento (f). A representação já existia no repositório.

A operação se desenvolve desencadeando os elementos de suporte na experiência da(s) Forma(s) de produção necessárias à representação recuperada do repositório.

Toda a operação transcorre no interior do Circuito das trocas, uma vez que durante toda a operação de Instanciamento da representação não acontecem alterações no ‘modo de ser fundamental’ da empiricidade objeto, mas tão somente alterações no estado em que a empiricidade objeto se encontra.

 

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Por favor, veja o resumo das operações sob o pensamento moderno, no caminho da Construção da representação.

Ao tempo do evento (i) de início da operação de Construção da representação, após a consulta ao repositório com resposta negativa para a existência de representação para essa empiricidade objeto com ‘operar’ semelhante aceitável, 
  • não existem propriedades da representação em construção, sejam elas originais e constitutivas, ou não.
  • a esse tempo do evento (i), por óbvio também não existem as propriedades originais e constitutivas, ou não, na posição estrutural da operação em que está o evento (f); isso ao contrário do que ocorria na operação sob o pensamento clássico.

Nessa situação não existe a possibilidade de cálculo, com propriedades da representação, da inserção calendário do evento (f) a partir da inserção calendário do evento (i). Não existe um fator K que permita esse cálculo – com propriedades da representação.

Toda a operação de Construção da representação transcorre no interior do ‘Lugar de nascimento do que é empírico’, o espaço compreendido pelos dois retângulos um vermelho e outro amarelo. É nesse espaço do ‘Lugar de nascimento do que é empírico’ que ocorrem as mudanças no ‘modo de ser fundamental da empiricidade objeto cuja representação está em construção.

Ao final da operação de Construção da representação, na posição estrutural do evento (f), e com o sucesso da operação, passaram a existir, como consequência da operação, as propriedades originais e constitutivas da representação que acaba de ser construída, e também as outras propriedades, as não-originais e não-constitutivas, ou as “aparências”.

Veja que a inserção calendário do evento (f) que assinala o final da operação de Construção da representação não depende dos tempos de desencadeamento dos elementos de suporte na experiência da Forma de produção, porque esses elementos foram identificados, selecionados e quando necessário desenvolvidos, mas somente atribuídos à Forma de produção e não desencadeados.

O intervalo de tempo entre (i) e (f) nessa operação de construção da representação depende das operações de busca por origem, condições de possibilidade e de generalidade dentro de limites; e essas operações não fazem parte da representação em construção, mas da operação de Construção da representação.

Assim, com propriedades da representação em construção, essas que acabam de ser obtidas com o sucesso da operação, não é possível calcular a inserção calendário do evento (i) a partir da inserção calendário do evento (f) (ao contrário do que ocorria sob o pensamento clássico.

Esse tempo dos eventos (i) e (f) é um tempo absoluto, aquele tempo em que as coisas existiram no absoluto como diz Foucault.

Não existe, então, um fator K que permita o cálculo da inserção calendário de um evento a partir da inserção calendário do outro, novamente ao contrário do que acontecia sob o pensamento clássico.

A propriedade emergente para esta operação de Construção da representação é Permanência da representação construída no repositório de proposições explicativas formuladas em conformidade com as regras da língua. Uma permanência precária e temporária, mas permanência.

Na operação de Construção da representação não há Fluxos. 

 

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Durante uma operação sob o pensamento moderno, o de depois de 1825, ‘operar'(es) são atribuídos a empiricidades objeto ou objetos análogos componentes de representações em construção para empiricidades objeto.

Uma consulta é feita ao repositório de proposições explicativas formuladas de acordo com as regras da língua em uso.

A operação só deriva para o caminho do Instanciamento da representação caso essa consulta tenha resposta afirmativa: sim, já existe no repositório representação (com suporte na experiência, portanto) para o operar em questão em dado ponto da operação.

A representação com suporte na experiência é então recuperada do repositório já completa, com todas as suas propriedades sejam ou não originais e constitutivas.

Nessa situação, na posição estrutural do evento (i) de inicio da operação de Instanciamento, existem todas as propriedades da representação em instanciamento; essas propriedades quando na posição de (i) também existem na posição de (f).

Então, dada a inserção calendário do evento (i), é possível calcular, com propriedades da representação, a inserção calendário do evento (f).

E com o sucesso da operação de instanciamento, na posição calendário do evento (f), e com propriedades da representação em instanciamento, e possível calcular a posição calendário do evento (i).

Logo, existe um fator K tal que dada a inserção calendário de um evento (i) ou (f), é possível calcular a posição calendário do outro evento (f) ou (i).

Toda a operação de instanciamento transcorre no Circuito das trocas no interior do qual não há alteração no ‘modo de ser fundamental da empiricidade objeto da operação.

Note que o intervalo de tempo entre (I) e (f) no caminho do Instanciamento da representação é função direta dos tempos dos elementos de suporte na experiência da Forma de produção.