Capítulo III. Representar; tópico VI. Máthêsis e Taxinomia Projeto de uma ciência geral da ordem; teoria dos signos analisando a representação; disposição em quadros ordenados das identidades e das diferenças: assim se constituiu na idade clássica um espaço de empiricidade que não existira até o fim do Renascimento e que estava condenado a desaparecer desde…
Capítulo III. Representar; tópico V. A imaginação da semelhança Eis, pois, os signos, libertos de todo esse fervilhar do mundo onde o Renascimento os havia outrora repartido. Estão doravante alojados no interior da representação, no interstício da ideia, nesse tênue espaço onde ela joga consigo mesma, decompondo-se e recompondo-se. Quanto à similitude, só lhe resta…
Capítulo III. Representar; tópico IV. A representação reduplicada No entanto, a mais fundamental propriedade dos signos para a epistémê clássica não foi enunciada até o presente. Com efeito, que o signo possa ser mais ou menos provável, mais ou menos afastado daquilo que significa, que possa ser natural ou arbitrário sem que sua natureza ou…
Capítulo III. Representar; tópico III. A representação do signo Que é um signo na idade clássica? Pois o que mudou na primeira metade do século XVII e por longo tempo – talvez até hoje – é o regime inteiro dos signos, as condições sob as quais exercem eles sua estranha função; é aquilo que, dentre…
Capítulo III. Representar; tópico II. A ordem Não é fácil estabelecer o estatuto das descontinuidades para a história em geral. Menos ainda, sem dúvida, para a história do pensamento. Pretende-se traçar uma divisória? Todo limite não é mais talvez que um corte arbitrário num conjunto indefinidamente móvel. Pretende-se demarcar um período? Tem-se porém o direito…
Capítulo III. Representar; tópico I. Dom Quixote Miguel de Cervantes, 1547-1616 Dom Quixote em sua biblioteca Com suas voltas e reviravoltas, as aventuras de Dom Quixote traçam o limite: nelas terminam os jogos antigos da semelhança e dos signos; nelas já se travam novas relações. Dom Quixote não é o homem da extravagância, mas antes…
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O que é este trabalho
Este trabalho é baseado em imagens e em vídeos (animações). Há nele muito pouco texto para ler; e na maioria das animações, há um áudio com o texto falado – que sempre você pode desligar se preferir ler diretamente. Nele, sigo o conselho/orientação de Vilém Flusser de reconstituir as imagens a que correspondem os conceitos dos textos que usamos; e em seguida, relacionar tais imagens reconstituídas a partir dos textos, àquilo que deu origem a elas, na maioria dos casos as particulares visões de ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t – obtendo com Conceituação e com Imaginação, relações reversíveis entre textos e imagens, e entre imagens (figuras) e as ocorrências espacio-temporais.
Veja o tópico 1. O conhecimento necessário para reconhecer as visões que povoaram a mente de pioneiros filósofos ao longo dos últimos dois séculos – que serviram de estímulo para conquistas humanas no pensamento, e por outro lado o posicionamento, na história da filosofia em nossa cultura ocidental, dos conceitos embutidos em textos que usamos frequentemente, hoje, em áreas mais prosaicas como a produção, vem de Michel Foucault, este autor, a maior influência neste trabalho, e aqui, engenheiro de produção honorário, pelo que nos transmite em seu ‘As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas’.
Utilizando diretamente a sugestão de Foucault quanto ao espectro de visões, (modelos com e sem a possibilidade de fundar as sínteses do pensamento no espaço da representação) tomo então alguns poucos modelos antológicos existentes – e de muita utilização, e aplico a esses modelos os critérios de distinções obtidos neste estudo, formando esse espectro de modelos composto por três segmentos – aquém, diante e para além do objeto – agrupados em duas famílias. Isso dará elementos para identificarmos os elementos que utilizaremos em nossas modelagens, as paletas de ideias ou elementos de imagem em cada uma dessas regiões e famílias, incluindo as relações necessárias entre essas ideias ou elementos de imagem, para que a relação texto – imagem – visão se estabeleça, nos dois sentidos; e com isso melhores condições de possibilidade de identificar e entender como são os modelos que usamos aqui e agora. E de descobrir um pouco mais de perto o modo como efetivamente pensamos.
Ainda no tópico 1. O traçado da rota a percorrer, veio de Humberto Maturana. Tomei a pedra fundamental de seu pensamento, as objeções e propostas que ele fez sobre como eram e como deveriam ser, os modelos para fenômenos, inspirados na biologia; está em De máquinas e de seres vivos: autopoiese, a organização do vivo; Vinte anos depois; História. De Maturana tomo também a Figura 2 – Diagrama ontológico; Reflexões epistemológicas, do livro Cognição, Ciência e Vida cotidiana; servem de inicio e de suporte para as animações.
Modo de usar
Passando seu mouse sobre cada número de tópico na matriz, abre-se uma página resumo de previsão do tópico. Clicando no número de tópico você irá para o item respectivo onde terá acesso ao argumento, e às animações. Se clicar sobre o título do tópico na página de destino, você voltará à matriz de tópicos.