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Projeto Formulador

Projeto Formulador

Modelos de produção sob visão fundada na filosofia

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    – Projeto Formulador
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        • Um salto para fora do cartesianismo
          • caminho da Construção da representação
          • caminho do Instanciamento da representação
      • Estruturas conceituais sob os modelos
        • Estrutura conceitual LE: sistema Input-Output
        • Estruturas conceituais para o LD da figura
          • caminho da Construção da representação
          • caminho do Instanciamento da representação
      • Bloco construtivo padrão para construção de representações
        • Tipos de blocos construtivos padrões (Lego) para construção de representações
        • Proposição segundo Foucault: bloco construtivo padrão fundamental para construção de representações
        • Proposição segundo Foucault: o bloco construtivo padrão para construção de representações (texto extenso)
      • Cronologia do evento fundador na nossa modernidade no pensamento
      • Paletas de ideias ou elementos de imagem
        • Introdução
        • Paleta de ideias para o LE da figura
        • Paleta de ideias para o LD da figura
      • Timeline
      • Configurações do pensamento COM e SEM a possibilidade de fundar as sínteses
        • Configuração do pensamento SEM a possibilidade de fundat as sínteses
        • Configuração do pensamento COM a possibilidade de fundar as sínteses
      • Exemplo de Sistema de gestão organizado pelo par Sujeito-Objeto
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            • Cogumelo
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    • Visão rápida de Operações na Figura 2 de Maturana
      • Operações LE da figura: Sistema Input-Output
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      • Operações LD da figura nos dois caminhos: Construção e Instanciamento
        • Construção da representação
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        • Vilém Flusser
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        • Michel Foucault
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            de 1775-1825
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              modernidade no pensamento filosófico
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Liberalismo

Por 7 de dezembro de 20199 de janeiro de 2020

Liberalismo

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Michel Foucault

  • Epifania
  • Do homem
  • Do pensamento
  • Espectro de modelos de operações
  • Descontinuidade epistemológica
  • A análise em estilo de arqueologia, por Foucault
  • modos de ser do homem
  • operações de pensamento
  • As duas dinâmicas
  • As possibilidades de cada tipo de operação
  • A percepção da Descontinuidade epistemológica 1775-1825
  • Cronologia do acontecimento e autores

O ‘As palavras e as coisas’, visto pelo autor, Michel Foucault

“Ora, esta investigação arqueológica mostrou duas grandes descontinuidades na epistémê da cultura ocidental:

  • – aquela que inaugura a idade clássica (por volta dos meados do século XVII)
  • – e aquela que, no início do século XIX, marca o limiar de nossa modernidade.

A ordem, sobre cujo fundamento pensamos, não tem o mesmo
modo de ser
que a dos clássicos.

Por muito forte que seja a impressão que temos de um movimento quase ininterrupto da ratio européia desde o Renascimento até nossos dias,

  • por mais que pensemos que a classificação de Lineu, mais ou menos adaptada, pode de modo geral continuar a ter uma espécie de validade,
  • que a teoria do valor de Condillac se encontra em parte no marginalismo do século XIX,
  • que Keynes realmente sentiu a afinidade de suas próprias análises com as de Cantillon,
  • que o propósito da Gramática geral (tal como o encontramos nos autores de Port-Royal ou em Bauzée) não está tão afastado de nossa atual linguística 

toda esta quase-continuidade ao nível das idéias e dos temas não passa, certamente, de um efeito de superfície; no nível arqueológico, vê-se que o sistema das positividades mudou de maneira maciça na curva dos séculos XVIII e XIX.

mas o modo de ser das coisas e da ordem que, distribuindo-as, oferece-as ao saber; é que foi profundamente alterado.

Não que a razão tenha feito progressos;

  • mas o modo de ser das coisas e da ordem que, distribuindo-as, oferece-as ao saber; é que foi profundamente alterado.

Se a história natural de Tournefort, de Lineu e de Buffon tem relação com alguma coisa que não ela mesma,

não é com a biologia, a anatomia comparada de Cuvier ou o evolucionismo de Darwin,

mas com a gramática geral de Bauzée, com a análise da moeda e da riqueza tal como a encontramos em Law, em Véron de Fortbonnais ou em Turgot.

“Ora, esta investigação arqueológica mostrou duas grandes descontinuidades na epistémê da cultura ocidental:

– aquela que inaugura a idade clássica (por volta dos meados do século XVII)
– e aquela que, no início do século XIX, marca o limiar de nossa modernidade.

A ordem, sobre cujo fundamento pensamos, não tem o mesmo
modo de ser
que a dos clássicos.

Por muito forte que seja a impressão que temos de um movimento quase ininterrupto da ratio européia desde o Renascimento até nossos dias,
– por mais que pensemos que a classificação de Lineu, mais ou menos adaptada, pode de modo geral continuar a ter uma espécie de validade,

que a teoria do valor de Condillac se encontra em parte no marginalismo do século XIX,

que Keynes realmente sentiu a afinidade de suas próprias análises com as de Cantillon,

que o propósito da Gramática geral (tal como o encontramos nos autores de Port-Royal ou em Bauzée) não está tão afastado de nossa atual linguística 

toda esta quase-continuidade ao nível das idéias e dos temas não passa, certamente, de um efeito de superfície; no nível arqueológico, vê-se que o sistema das positividades mudou de maneira maciça na curva dos séculos XVIII e XIX.

Não que a razão tenha feito progressos;

  • mas o modo de ser das coisas e da ordem que, distribuindo-as, oferece-as ao saber; é que foi profundamente alterado.

Se a história natural de Tournefort, de Lineu e de Buffon tem relação com alguma coisa que não ela mesma,

  • não é com a biologia, a anatomia comparada de Cuvier ou o evolucionismo de Darwin,
  • mas como a gramática de Bauzée, com a análise da moeda e da riqueza tal como a encontramos em Law, em Véron de Fortbonnais ou em Turgot.

n

Os conhecimentos chegam talvez a se engendrar; as ideias a se transformar e a agir umas sobre as outras (mas como? até o presente os historiadores não no-lo disseram);

Uma coisa, em todo caso, é certa:

  • a arqueologia
    dirigindo-se ao espaço geral do saber;
    e a suas configurações
    e ao modo de ser das coisas que aí aparecem
  • define sistemas de simultaneidade, assim como a série de mutações necessárias e suficientes para circnscrever o limiar de uma positividade nova

Assim, a análise pôde mostrar a coerência que existiu, durante toda a idade clássica, entre

  • a teoria da representação e as
  • da linguagem,
  • das ordens naturais,
  • da riqueza
  • e do valor.

É esta configuração que,
a partir do século XIX,
muda inteiramente

  • a teoria da representação desaparece como fundamento geral de todas as ordens possíveis;
  • a linguagem, por sua vez, como quadro espontâneo e quadriculado primeiro das coisas, como suplemento indispensável entre a representação e os seres, desvanece-se;
  • uma historicidade profunda penetra no coração das coisas, isola-as e as define na sua coerência própria.

Impõe-lhes formas de ordem que são implicadas pela continuidade do tempo;

  • a análise das trocas e da moeda cede lugar ao estudo da produção,
  • a do organismo toma dianteira sobre a pesquisa dos caracteres taxinômicos;
  • e, sobretudo, a linguagem perde seu lugar privilegiado e torna-se, por sua vez, uma figura da história coerente com a espessura de seu passado.

Na medida, porém, em que as coisas giram sobre si mesmas,

  • reclamando para seu devir não mais que o princípio de sua inteligibilidade
  • e abandonando o espaço da representação.

o homem, por seu turno,
entra, e pela primeira vez,
no campo do saber ocidental.

Estranhamente, o homem – cujo conhecimento passa, a olhos ingênuos, como a mais velha busca desde Sócrates – não é, sem dúvida, nada mais que uma certa brecha na ordem das coisas, uma configuração, em todo o caso, desenhada pela disposição nova que ele assumiu recentemente no saber:
Daí nasceram todas as quimeras dos novos humanismos, todas as facilidades de uma “antropologia “, entendida como reflexão geral, meio positiva, meio filosófica, sobre o homem.
Contudo, é um reconforto e um profundo apaziguamento pensar que

  • o homem não passa de uma invenção recente, uma figura que não tem dois séculos, uma simples dobra de nosso saber;
  • e que desaparecerá desde que este houver forma nova,”

Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia

Vilém Flusser
1920-2002
Vilém Flusser – 1920-1991
Capa do livro ‘Filosofia da caixa preta’ edição Relume Dumará, 2002
Filosofia da Caixa Preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia
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O modelo da Reengenharia: a Figura 7.1 – Mapa de processos da atividade semicondutores da Texas Instruments relacionada ao pensamento moderno

O modelo da Rengenharia - Fig. 7.1 - Mapa de processos da atividade semicondutores da Texas Instruments

A Fig. 7.1 – Mapa da atividade semicondutores da Texas Instruments e seus dois objetos (com dois sujeitos diferentes)

A simetrização da figura 7.1 ao lado em função dos objetos envolvidos nos seus elementos de imagem

As operações dos dois objetos
– o “produto”, o objeto esperado pelo Cliente e o ‘objeto esperado pelos Acionistas

Michel Foucault

Textos destacados de Michel Foucault

  • Epifânia
  • Do homem
  • Do pensamento
  • Espectro de modelos de operações
  • Descontinuidade epistemológica
  • Tab 6

“Eis que nos adiantamos bem para além do acontecimento histórico que se impunha situar
– bem para além das margens cronológicas dessa ruptura que divide, em sua profundidade, a epistémê do mundo ocidental e isola para nós o começo de uma certa maneira moderna de conhecer empiricidades.

É que o pensamento que nos é contemporâneo
e com o qual, queiramos ou não pensamos,

se acha ainda muito dominado pela impossibilidade,
trazida à luz por volta do final do século XVIII,
de fundar as sínteses no espaço da representação

e pela obrigação correlativa, simultânea, mas logo dividida contra si mesma, de abrir o campo transcendental da subjetividade e de construir, inversamente, para além do objeto, esses quase transcendentais que são para nós a Vida, o Trabalho e a Linguagem

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antes de 1775

depois de 1825

Modelos de operações de pensamento, de produção, de ensino etc.
associados a cada modo de ser do homem

Exemplos de modelos de operações de produção
com cada uma dessas duas dinâmicas

Imagens tradicionais e imagens técnicas

Modelo de operações clássico, de antes de 1775
Modelo de operações clássico, de depois de 1825

Vê-se pela grande diferença existente entre esses dois modelos acima,
que essas classes de abstrações usadas pelo pensamento
podem ser feitas com ferramentas especiais de pensamento
que conduzem a resultados tão distintos.
E quando trata das imagens técnicas, as imagens produzidas por aparelhos – computadores etc. – Flusser se refere explicitamente a essas condições que determinam tais diferenças.

As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; um manual do usuário de operações de pensamento

Michel Foucault
1926-1984
Capa do livro ‘As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas’ edição Martins Fontes, 1992

Nossas teses

O que é este tabalho

ID=17969

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ID=16433

ID=16434

ID=16435

ID=16436

ID=18265

ID=18921

‘

Questões/Perguntas

O próximo passo

Filme/animação de apresentação do layout do site Projeto Formulador

Filme/animação de apresentação do layout do site Projeto Formulador

O que são estes pontos em destaque

O que são estes pontos em destaque

Aplicação dos critérios dados pelas ferramentas especiais de pensamento que compõem os dois perfís das epistémês clássica e moderna, a modelos existentes permitindo estabebecer com isso a relação Ocorrência <-> Imagens <-> textos

Trata-se de um exercício de verificação de com que conjunto de ferramentas especiais de pensamento um dado modelo ou figura (imagem) foi construído
Vilém Flusser

Visão da ocorrência no espaço-tempo

imagens

Conceitos (Textos)

visões <-> imagens <-> textos

neste estudo nosso objeetivo é cuidar dessas relações,
conforme o caso

Fale conosco

A ideia geral deste trabalho

Este trabalho é baseado em imagens e videos (animações). Fazemos um exercício de entendimento de imagens tradicionais e imagens técnicas e o percurso reversível, ida e volta, desde ocorrências no espaço-tempo até os textos com os conceitos a elas referidos.

Há muito pouco texto para ler; na maioria dos casos das animações, há um áudio com o texto falado – que sempre você pode desligar se preferir ler diretamente na área de mensagens.

A ideia básica é:

  • reconstituir as imagens a  que correspondem os conceitos, nos textos que usamos, sejam eles de filósofos, pensadores, sejam eles de projetistas de produções do pensamento, modelistas experientes autores de modelos de larga utilização nas chamadas áreas técnicas;
  • e relacionar essas imagens àquilo que deu origem a elas, na maioria dos casos as respectivas visões das ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t, como as operações de produção, por exemplo.

Este trabalho procura dar elementos para identificarmos a paleta de ideias ou elementos de imagem em cada uma dessas imagens ou figuras, com as relações necessárias entre essas ideias – ou elementos de imagem -, para que as relações

texto <-> imagem <-> visão

se estabeleçam.

Passando seu mouse sobre cada número de item de um tópico na matriz ou em uma linha de itens, abre-se uma página popup de resumo. Clicando no número do item, no lado esquerdo do cabeçalho dessa página de resumo, você irá para o item respectivo onde terá acesso ao argumento, e às animações. O menu vertical no lado direito da tela é uma videoteca.

O modelo decritivo da produção do Kanban

Modelo descritivo da produção de Elwood S. Buffa

Modelo descritivo da produção de Elwood S. Buffa

O modelo 5W2H

O modelo 5W2H - Quem(Who), O que(What), Onde(Where), Por que(Why), Como(How), Por quanto(How much)

O modelo FEPSC/SIPOC

Modelo FEPSC/SIPOC - Six Sigma

Influências e Inspiração

  1. a influência de Vilém Flusser no livro ‘Filosofia da caixa preta’: uso das funções reversíveis Imaginação e Conceituação para navegar, ida e volta, entre

textos <-> imagens <-> e ocorrências espacio-temporais

e ainda, não menos importante, devido a Flusser:

.- as imagens tradicionais, as imagens técnicas, as classes de abstrações que usamos cotidianamente

2. as sugestões de Humberto Maturana nos livros: Cognição, Ciência e Vida cotidiana;
Emoções e Linguagem na Educação e na Política e De máquinas e de seres vivos.

objeções e propostas de mudança feitas por Maturana ao fazer dos pesquisadores em IA do MIT do final dos anos ’50, aceitação de algumas das críticas feitas e aparentemente, uma alteração de rota;

3. a influência especialmente muito forte de Michel Foucault no livro ‘As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas’:

a descoberta de duas pedras de troçeço durante seu trabalho nesse livro, a saber:]uma impossibilidade (vigente ainda em nossos dias) de fundar as sínteses – dos objetos e coisas de interesse do homem – no espaço da representação;

e uma obrigação de abrir o campo transcendental da subjetividade e do objeto, os quase-transcendentais Bida(Biologia), Trabalho(Economia) e Linguagem(Filologia).

Paleta de elementos de imagem requeridos para formular a operação moderna – etapa Instanciamento

Mapa de entidades moderno etapa Instanciamento
Domínio do Discurso e da Representação
Domínio do Discurso e da Representação
Não são feitas Designações primitivas nesta etapa
O objeto da operação de Instanciamento é recuperado para Instanciamento desde o Repositório
As relações de analogia já foram estabelecidas na etapa de Construção
O objeto da operação de Instanciamento já existe no Repositório e faz parte do Sistema Representativo da Linguagem.
Não é necessária a participação do homem (em sua duplicidade de papéis)
Propriedades sim-originais e sim-constitutivas vêm com a representação recuperada do Repositório
Propriedades sim-originais e sim-constitutivas são agora próprias da representação intanciada
O objeto componente da representação (Projeto) é instanciado no ambiente e domínio da operação
Toda a coleção logicamente relacionada de objetos análogos é recuperada com o objeto da operação de Instanciamento
A representação a ser instanciada é recuperada do repositório, e não passa pelos efeitos de Síntese e de Sucessão

Paleta de elementos de imagem requeridos para formular a operação moderna – etapa Construção

Paleta de ideias moderno-Construção
Forma de produção (o verbo em operações no pensamento moderno)
Impensado
Sujeito da operação de pensamento de Construção de representação (Projeto) de objeto de seu interesse
Relação de analogia
Relação de analogia
Designações primitivas
Domínio do Pensamento e da Língua
Domínio do Discurso e da Representação
Propriedades sim-originais e sim-constitutivas esperadas para o objeto análogo nesta etapa
Lugar do nascimento do que é empírico
Lugar do nascimento do que é empírico
Conjunto de elementos de suporte na experiência à Forma de produção
Propriedades sim-originais e sim-constitutivas obtidas ao final de cada etapa
Lugar desde onde se fala
Lugar desde onde se fala
Lugar do falado
Lugar do falado
Domínio do Discurso e da Representação
Tooltip text
Evento de início do esforço por aproximar objeto analógo da possibilidade de representação
Evento de final do esforço pela aproximação do objeto análogo da sua possibilidade de representação
Resultado dos princípios organizadores Analogia e Sucessão
Repositório de proposições explicativas da experiência formuladas de acordo com as regras da linguagem
Objeto análogo incluído no Repositório por já ter condições de possibilidade de ser representado
Objeto análogo criado por Síntese dos objetos análogos com condições de possibilidade de serem representados
Objeto análogo escolhido para essa etapa ainda sem condições de possibilidade de ser representado
Objeto análogo composto obtido por Síntese dos objetos análogos criados pela análise
Objeto análogo criado por Análise, mais próximo da condição de possibilidade de ser representado
Objeto análogo criado por Análise, mais próximo da condição de possibilidade de ser representado
Objeto análogo criado por Análise, mais próximo da condição de possibilidade de ser representado
Domínio do Discurso e da Representação
Domínio do Pensamento e da Língua
Formas de produção para os objetos análogos componentes do objeto de interesse do homem, distribuídas no espaço e no tempo
Desenvolvimento do Projeto - designar e julgar, em todas as etapas da construção do objeto de interesse do homem.

Paleta de elementos de imagem requeridos para formular a operação clássica

Paleta clássica
Pacote de coisas antes da transformação
Volume de controle que delimita o espaço das operações
Processo (gramaticalmente um verbo)
Propriedades aparentesnão originais e não constitutivas
Volume de controle
Características aparentes do pacote de coisas
Características aparentes da categoria selecionada
Evento de início de Processo
Entradas
Domínio do Discurso e da Representação
Lugar onde ocorrem as trocas
Versor de orientação do VC - Volume de controle
Evento de FIM de Processo
Categoria selecionada
Volume de controle
Lugar onde ocorrem as trocas
Propriedades não-originais e não-constitutivas das coisas
Pacote de coisas depois da transformação
Quadro de simultaneidades clássico
Homem no papel de Espectador

A ideia geral deste trabalho

Este trabalho é baseado em imagens e videos (animações). Fazemos um exercício de entendimento de imagens tradicionais e imagens técnicas e o percurso reversível, ida e volta, desde ocorrências no espaço-tempo até os textos com os conceitos a elas referidos. Há muito pouco texto para ler; na maioria dos casos das animações, há um áudio com o texto falado – que sempre você pode desligar se preferir ler diretamente na área de mensagens. A ideia básica é:
  • reconstituir as imagens a  que correspondem os conceitos, nos textos que usamos, sejam eles de filósofos, pensadores, modelistas experientes autores de modelos de larga utilização nas chamadas áreas técnicas;
  • e relacionar essas imagens àquilo que deu origem a elas, na maioria dos casos as respectivas visões das ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t, como as operações de produção, por exemplo.
Este trabalho procura dar elementos para identificarmos a paleta de ideias ou elementos de imagem em cada uma dessas imagens ou figuras, com as relações necessárias entre essas ideias – ou elementos de imagem -, para que as relações

texto ? imagem ? visão 

se estabeleçam.

Passando seu mouse sobre cada número de item de um tópico na matriz ou em uma linha de itens, abre-se uma página popup de resumo. Clicando no número do item, no lado esquerdo do cabeçalho dessa página de resumo, você irá para o item respectivo onde terá acesso ao argumento, e às animações. O menu vertical no lado direito da tela é uma videoteca.

A ideia geral deste trabalho

Este trabalho é baseado em imagens e videos (animações). Fazemos um exercício de entendimento de imagens tradicionais e imagens técnicas e o percurso reversível, ida e volta, desde ocorrências no espaço-tempo até os textos com os conceitos a elas referidos. Há muito pouco texto para ler; na maioria dos casos das animações, há um áudio com o texto falado – que sempre você pode desligar se preferir ler diretamente na área de mensagens. A ideia básica é:
  • reconstituir as imagens a  que correspondem os conceitos, nos textos que usamos, sejam eles de filósofos, pensadores, modelistas experientes autores de modelos de larga utilização nas chamadas áreas técnicas;
  • e relacionar essas imagens àquilo que deu origem a elas, na maioria dos casos as respectivas visões das ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t, como as operações de produção, por exemplo.
Este trabalho procura dar elementos para identificarmos a paleta de ideias ou elementos de imagem em cada uma dessas imagens ou figuras, com as relações necessárias entre essas ideias – ou elementos de imagem -, para que as relações

texto ? imagem ? visão 

se estabeleçam.

Passando seu mouse sobre cada número de item de um tópico na matriz ou em uma linha de itens, abre-se uma página popup de resumo. Clicando no número do item, no lado esquerdo do cabeçalho dessa página de resumo, você irá para o item respectivo onde terá acesso ao argumento, e às animações. O menu vertical no lado direito da tela é uma videoteca.

10. O espectro de modelos segundo a posição relativa do par sujeito-objeto
9. Os dois conceitos diferentes para o que seja Classificar
8.2 - As diferenças entre os princípios de trabalho 
de Adam Smith e de David Ricardo
8.1 - A importância de David Ricardo e do seu princípio dual de trabalho
8. O princípio dual de trabalho de David Ricardo, 1817
7. O princípio monolítico de trabalho de Adam Smith, 1776
6.2 - A sintaxe que autoriza manter juntas, ao lado e em frente umas das outras, as palavras e as coisas
6.1 - A sintaxe que autoriza a construção de frases
6. As duas sintaxes envolvidas na construção de representações
4.2 tempo na operação moderna etapa construção de representação nova
5.1 tempo na operação clássica, antes de 1775
5. O conceito de verbo no pensamento moderno, depois de 1825

4. O conceito de verbo no pensamento clássico, antes de 1775

3. Princípios organizadores do pensamento de depois da Descontinuidade epistemológica entre 1775 e 1825

2. Proposição: o bloco padrão genérico e fundamental para construção de representações
1. A Forma de reflexão que se instaura em nossa cultura

1.3 – 10 (dez) pontos selecionados para contextualizar o Prefácio com o restante do texto do livro

Página 1 de 3

10 Pontos para contextualização do Prefácio com o restante do livro

Página 1 de 3

5.2 a sintaxe que autoriza a manter juntas, ao lado e em frente umas das outras, as palavras e as coisas

5.1 a sintaxe que autoriza a construção das frases

A ideia que deu origem ao livro ‘As palavras e as coisas:
uma arqueologia das ciências humanas’, de Michel Foucault

A ideia que deu origem ao livro

div class=”video-facade” data-video-id=”LCB0PepV2sE” data-title=”11. o espectro de modelos de operações de pensamento de acordo com a posição relativa do par sujeito-objeto”> 11. o espectro de modelos de operações de pensamento de acordo com a posição relativa do par sujeito-objeto

10. A Forma de reflexão que se instaura na cultura ocidental depois da Descontinuidade epistemológica entre 1775 e 1825

9. Princípios organizadores do pensamento moderno: Analogia e Sucessão

8. os dois conceitos para o que seja 'Classificar' sob os pensamentos clássico e moderno

7.2 - visão global das operações modernas na etapa de Instanciamento de representação previamente existente

7.1 visão global das operações modernas na etapa de Construção da representação nova
6. os dois papéis do homem na cultura de antes e de depois da Descontinuidade Epistemológica entre 1775 e 1825

4.2 Tempo na operação moderna etapa instanciamento de representação existente

4.2 Tempo na operação moderna etapa Construção de representação nova
3. tempo na operação no pensamento clássico, o de antes de 1775

2.2 operação no pensamento moderno etapa Instanciamento de representação existente

2.1 operação no pensamento moderno etapa Construção da representação
Breve história do nascimento do livro 'As palavras e as coisas'

História do nascimento do livro “As palavras e as coisas”
contada pelo próprio autor, Michel Foucault, no Prefácio,
inclusive com o relato das dificuldades enfrentadas.

Breve história do nascimento do livro 'As palavras e as coisas'

1.1 – A ideia que deu origem ao livro ‘As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas

Elementos de ligação com o restante do livro e exemplos

De Utopias e Heterotopias

1.2 – A imagem que Michel Foucault tinha na cabeça ao escrever o ‘As palavras e as coisas

De Utopias e Heterotopias

1.3 – dez (10) pontos selecionados no texto do livro e ilustrados para contextualizar o Prefácio com o restante do livro

Exemplos antológicos

1.4 – Exemplos de modelos antológicos, muito usados hoje em dia, concebidos sob entendimentos (epistémês) muito diferentes

As duas dificuldades de Foucault nessa obra

1.5 – As duas dificuldades – os dois obstáculos – enfrentados por Michel Foucault no desenvolvimento desse livro

A proposição como bloco construtivo padrão (Lego)
fundamental para a construção de representações, e as duas sintaxes

A proposição é para a linguagem,
o que a representação é para o pensamento

A proposição, o que é

Ferramentas para a construção de proposições, na linguagem moderna

Conceitos para o Classificar
Primeira sintaze
Segunda sintaxe

Paletas com o conjunto completo de ideias ou elementos de imagem necessários para a formulação das respectivas imagens das ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t; incluindo relacionamentos entre esses elementos de imagem. (*)

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; 
capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; 
tópico: I. As novas empiricidades

Estruturas de conceitos em cada ambiente de formulação
identificado pela sim-possibilidade ou pela não-possibilidade
de fundar as sínteses no espaço da representação

Perfil de características do pensamento clássico,
o de antes de 1775
Perfil de características do pensamento moderno,
o de depois de 1825
Triedro dos saberes

‘Assim, estes três pares,
função-norma,
conflito-regra,
significação-sistema,

cobrem, por completo,
o domínio inteiro
do conhecimento do homem.'(*)

As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas;
Cap. X – As ciências humanas

Pensamento clássicoPensamento moderno
ReferencialOrdem pela ordemUtopia do impensado
Princípios organizadoresCaráter e SimilitudeAnalogia e Sucessão
MétodosIdentidade e SemelhançaAnálise e Síntese

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; 
Capítulo X – As ciências humanas; tópico: III. Os três modelos

Exemplos de paletas de elementos de imagem de modelos de operações ANTES, DIANTE e DEPOIS do objeto

Antes do objeto

Diante do objeto

para Além do objeto

Ultra-resumo da Popup 16.1

Operação no sistema Input-Output sobre representações pré-existentes

Ultra-resumo da Popup 16.2

Operação de Construção de representação nova, não existente no repositório

Ultra-resumo da Popup 16.3

Operação de Instanciamento de representação pré-existente no repositório

Paletas com o conjunto completo de ideias ou elementos de imagem necessários para a formulação das respectivas imagens das ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t; incluindo relacionamentos entre esses elementos de imagem. (*)

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; 
capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; 
tópico: I. As novas empiricidades

Os dois princípios filosóficos para o que seja trabalho

AQUÉM do objeto
Adam Smith, 1776
DIANTE e para ALÉM do objeto
David Ricardo, de 1817
Princípio monolítico de trabalho de Adam Smith
Princípio dual de trabalho

As palavras e as coisas:
uma arqueologia das ciências humanas; 
(*) Capítulo VII – Os limites da representação;
tópico II. A medida do trabalho;

As palavras e as coisas:
uma arqueologia das ciências humanas;
(**) Capítulo VIII- Trabalho, Vida e Linguagem;
tópico II. Ricardo

O conceito de História, o posicionamento do Circuito das trocas e o Lugar de nascimento
do que é empírico nos pensamentos clássico e moderno.
Pensamento conservador e pensamento progressista

Posição relativa do par sujeito-objeto

AQUÉM

DIANTE e para ALÉM

história como sucessão de fatos
tais como vão se sucedendo

história como alterações
no ‘modo de ser fundamental’ das empiricidades

História como sucessão de fatos
História ordenada pelos modos de ser das empiricidades

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

O pensamento de outros grandes pensadores:
John Dewey e seus dois modos de ver o mundo;
Ilya Prigogine e o conceito de caos para a ciência moderna

DIANTE do objeto
2 visões de mundo de John Dewey
Conceito de caos
Depoimento de Prigogine - Caos

As duas animações acima bem como o depoimento de Ilya Prigogine – a nosso ver – apenas mostram que tanto John Dewey na sua visão [homem] [experiência] e [natureza] juntos; quanto Ilya Prigogine  na sua visão do que seja caos na ciência moderna, estão pensando com uma configuração de pensamento COM a possibilidade de fundar as sínteses no espaço da representação (introduzindo uma irreversibilidade no ambiente e domínio no qual a operação acontece alterando a constituição da linguagem, o que não era comum para a ciência clássica, toda reversível.

Dois conceitos para o que seja Classificar, comparados

ANTES
do objeto
Pensamento clássico, antes de 1775, Classificar é referir o visível a si mesmo

Conceitos para o Classificar

DIANTE e para ALÉM do objeto
Pensamento moderno, depois de 1825, Classificar é referir o visível ao invisível, e depois…

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Duas possibilidades de leitura de operações: duas origens de valor – interna e externa à linguagem moderna – para construção de representações;

Duas visões, duas leituras do fenômeno ‘operações’; sob o pensamento clássico, o de antes de 1775 (seta amarela) e sob o pensamento moderno, o de depois da Descontinuidade Epistemoógica posicionada por Michel Foucault entre os anos de 1775 e 1825 (seta vetmelha), com duas amplitudes – duas abrangências dos fenômenos, muito diferentes.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Ciência e Tecnologia dependem da Filosofia e são funções das ferramentas de pensamento de que dispõe a configuração da operação de pensamento usada em sua geração

Usando o pensamento de Vilém Flusser:

  • Pensamento é um transformador do duvidoso em língua;
  • Filosofia, ou Reflexão, é texto produzido pelo pensamento ao voltar-se contra si mesmo para corrigir-se e renovar-se.
  • ciência, como o resultado de um movimento do pensamento em direção ao mundo, para compreendê-lo, é texto filosófico aplicado. 
  • e tecnologia, como resultado de um movimento do pensamento em direção ao mundo para modificá-lo, é texto científico aplicado; 

Descontinuidades epistemológicas refletem conquistas humanas no pensamento e são aprimoramentos na maneira que usamos para conhecer.  Há portanto uma relação entre, de um lado, o modo como colocamos em marcha nosso desejo de transformar o duvidoso em língua a cada nível, e de outro lado, a filosofia que temos, e a Ciência que temos, ou a tecnologia de que dispomos. Filosofia, Ciência e Tecnologia são funções do como como vemos o mundo e as coisas.

Michel Foucault (*) descreve uma descontinuidade epistemológica (uma alteração no modo como nos voltamos para o mundo para conhecer o que dizemos que conhecemos), e aponta com toda clareza diferentes jogos de ferramentas de pensamento ou estruturas conceituais, características de uma e de outra dessas epistemologias, de um e de outro lado desse evento. E aponta um período em nossa cultura ocidental, em que o pensamento esteve dominado por uma característica do período anterior.

A solução de questões trazidas à luz por essa nova maneira de conhecer (a nova epistemologia) não poderão ser resolvidas se correspondentes ciência e tecnologia não forem desenvolvidas também.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Pensamento conservador e progressista

Acompanhando o trabalho arqueológico de Michel Foucault em direção a essa classe especial de saberes, a esse conjunto de discursos chamado de ciências humanas, vê-se que em certo período consolidou-se um tipo de pensamento em cuja configuração a etapa de construção de novas representações foi incorporada. Antes disso, essa etapa de construção da representação nova ficava fora do escopo do pensamento, e depois disso essa etapa permaneceu definitivamente incorporada.

Para a configuração de pensamento que deixa fora do seu escopo de possibilidades a etapa de construção de novas representações a alternativa é conviver com tudo o que existe desde sempre e para sempre, tomando as coisas como pré-existentes e pertencentes ao Universo. Esse modo de pensar tem características de conservadorismo, enquanto aquela outra configuração do pensamento que inclui em seu escopo a geração de novas representações, as características de progressismo.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Panorama visto desde o meu posto de observação

É real hoje, aqui, agora, e entre nós, a percepção – feita por Foucault – do domínio/contaminação do pensamento – ‘com o qual queiramos ou não pensamos‘ – pela impossibilidade de fundar as sínteses (do pensamento sobre a empiricidade objeto da operação) no espaço da representação(*).

Esse tipo de pensamento dominante, aquele com a impossibilidade de fundar as sínteses, é ao mesmo tempo o tipo de pensamento que não inclui a operação de construção de novas representações. E a estrutura das operações sem essa etapa reforça essa impossibilidade. Nesse contexto modelos com e modelos sem essa impossibilidade são tratados como se variações sobre o mesmo tema fossem, e não produções do pensamento completamente diferentes.

Estamos projetando e usando hoje, modelos para operações e organizações, de produção e outras, com o pensamento de exatos dois séculos atrás.

Para que isso possa ser percebido pelo projetista de modelos em diversas áreas é necessário o rompimento das condições em que se dá essa contaminação e esse domínio de uma das configurações de pensamento sobre a outra, obliterando justamente aquela que corresponde a uma conquista humana no pensamento. Para que isso aconteça é necessário que seja atendido um requisito: a construção de um critério para identificação e comparação de modelos, e sua aplicação no caso presente.

Daqui de onde vejo as coisas, é unânime a visão das coisas em termos de processo. Ninguém fala de nada além de processos: mapeia-se processos, otimiza-se processos, etc. etc. o que quer que seja, mas sempre processos. Sem que nos demos conta de como sejam as diferentes estruturas das operações em que tais ‘processos’ ocupam posição operacional. 

Michel Foucault pode fornecer os elementos necessários para a construção desse critério. Nossa intenção aqui é destacar em Foucault o que pode ser usado para o estabelecimento de uma relação pensamento – e sua aplicação na modelagem de operações em organizações. 

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; 
capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico:
I. As novas empiricidades

Cronologia do evento fundador da nossa modernidade no pensamento; linha de tempo com os períodos de contaminação do pensamento por configurações diferentes

Cronologia da DE-1775-1825
Linha do tempo no pensamento em nossa cultura

Acoplamentos estruturais do sistema descrito no LD
– o Explicar com Reformular; os internos e os externos

DIANTE e para ALÉM do objeto

Paleta do Kanban (pensamento moderno)
Paleta do Kanban (pensamento moderno)
Paleta do Kanban (pensamento moderno)

Playground para projetistas de modelos:
uma coleção com mais de duas dezenas de modelos existentes, para identificação dos conceitos apresentados.

Uma coleção com mais de duas dúzias de modelos (*) para descobrir com que tipo de pensamento foram convebidos:

  • se COM a possibilidade de fundar as sínteses do pensamento no espaço da representação; ou
  • se SEM a possibilidade de fundar essas sínteses do pensamento no espaço da representação

(*) Proposta de metodologia para o planejamento e implantação de manufatura integada por computador.
de Bremer, C. F. – USP SC fev 1995; entre outras fontes.

Estruturas dos modelos, resultantes da utilização
do referencial, dos princípios organizadores e dos métodos
usados pelo pensamento, por segmento de modelos no espectro

AQUÉM

DIANTE

para ALÉM

Paleta do 5W2H (pensamento clássico)
Ultra-resumo da Popup 22.2
Ultra-resumo da Popup 22.3

Os modelos 5W2H, e o modelo de operações do Kanban
comparados com o modelo proposto no LD da Figura 2: usos diferentes para as mesmas ideias ou elementos de imagem envolvidos na formulação da proposição

AQUÉM do objeto

DIANTE e para ALÉM do objeto

Depoimento de Prigogine - Caos
Kanban
Paleta do Kanban (pensamento moderno)

 O exame dessas três figuras mostra que ideias, elementos de imagem, homônimos, podem ser usados de modo diferente em modelos feitos sob estruturas conceituais diferentes.

No modelo 5W e 2H no lado esquerdo acima, o destaque dado pelo losango em vermelho é nosso. Não estava na figura original. A figura é organizada por um sistema de categorias composto pelas 7 perguntas 5W2H

 O modelo da produção do Kanban é sim-discriminativo com relação ao elemento componente do objeto da operação de produção, e é formulado como uma proposição instanciativa de um objeto previamente projetado, e portanto cuja representação foi anteriormente construída

O modelo de operações de construção de representação para empiricidade objeto (LD da figura) é feito calcado no Princípio Dual de Trabalho de David Ricardo; está evidenciada a formulação no formato de uma proposição. A origem de valor adotada está nas designações primitivas ( conjunto de operações de busca por origem, condições de possibilidade e de generalidade dentro de limites) e da linguagem de uso (o Repositório)

Sistema Formulador: desenvolvimento experimental que propõe atualização do modelo relacional de dados dos SDGP’s como o Microsoft Project 4.0

AQUÉM do objetopara ALÉM do objeto
MRD do Project 4.0
Cisão da PHD

Dois modelos existentes:
1) LE, o SIPOC (FEPSC) do SixSigma;
2) LD e o Visão da PHD, da PHD Brasil;
comparados com as visões Top-Down e Botton-Up.

AQUEM do objetoDiferençasDIANTE do objeto
Modelo FEPSC-SIPOC/Six Sigma
Visões Top-Down e Botton-Up
Cisão da PHD

Comparação do modelo SIPOC ou FEPSC – SixSigma(*) com o modelo Visão da PHD(**) do ponto de vista das estruturas respectivas.
A animação central mostra o que falta – estruturalmente – ao SixSigma para ter a estrutura do modelo da direita.

(*) Gestão integrada de processos e da tecnologia da informação; capítulo Identificação, análise e melhoria de processos críticos
Figura 3.1 Representação da FEPSC, de Roberto Gilioli Rotondaro
Coordenadores: Fernando José Barbin Laurindo e Roberto Gilioli Rotondaro, Editora Atlas, jan/2006
(**) A Visão da PHD, da empresa PHD Brasil

O mapa das operações de produção do Kanban e
a Fig. 7.1 – mapa de atividades, da Reengenharia


O modelo descritivo da produção do KanbanA Fig. 7.1 – Mapa da atividade semicondutores da Texas Instruments
Conceitos para o Classificar
Conceitos para o Classificar

Os dois conceitos para o que seja um verbo:
verbo Processo e verbo Forma de produção

ANTES de 1775
verbo como Processo
DEPOIS de 1825
verbo como Forma de produção
Conceito clássico de verbo
Conceitos para o Classificar

“A única coisa que o verbo afirma
é a coexistência de duas representações; 
por exemplo 
a do verde e da árvore,
a do homem e da existência ou da morte. 

É por isso que o tempo dos verbos
não indica aquele em que
as coisas aconteceram no absoluto, 
mas um sistema relativo  
de anterioridade
ou simultaneidade 
das coisas entre si.” 
(*)

“O limiar da linguagem
está onde surge o verbo.
É preciso portanto 
tratar esse verbo como um ser misto, 
ao mesmo tempo palavra entre palavras,
preso às mesmas regras 
de regência
e de concordância;
e depois, em recuo em relação a elas todas, 
numa região que não é aquela do falado 
mas aquela donde se fala.
Ele está na orla do discurso, na juntura entre 
aquilo que é dito e aquilo que se diz; 
exatamente lá onde os signos 
estão em via de se tornar linguagem.
(*)

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; 
capítulo IV – Falar:
III. A teoria do verbo

Dois conceitos para o que seja Classificar, comparados

Ultra-resumo da Popup 13

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Elementos centrais nos pensamentos
clássico (processo) e moderno (forma de produção)

Conceito clássico de verbo
Forma de produção
Nexo da produção

Em um pensamento mágico sobre a produção – nos moldes ‘varinha mágica de condão’ –  é possível desejar algo e, sem mais qualquer providência, vê-lo surgir à nossa frente depois do Plin!!! 

Num ambiente de produção real, porém, nada é produzido sem um instrumento (laboratório piloto, fábrica) com o qual instanciar esse objeto na realidade. A estrutura SSS é isso: a modelagem das operações de produção do objeto desejado juntamente com as operações de produção do objeto – distinto deste – laboratório piloto, ou fábrica, subindo um nível estrutural e impondo como elemento central o Nexo da produção

(*) As palavras e as coisas:
uma arqueologia das ciências humanas;
Capítulo IV – Falar; tópico II. Gramática geral
Capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; I. As novas empiricidades

Espaços gerais do saber em cada segmento do espectro

AQUÉMDIANTEpara ALÉM
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Faces do Triedro dos saberes
Espaço interior do Triedro dos saberes
Espaço geral do saber clássico, antes de 1775.Espaço geral do saber moderno, depois de 1825.Espaço interior do Triedro dos saberes

As mudanças nas configurações do pensamento promoveram reposicionamentos das positividades umas em relação às outras, resultando em três espaços gerais do saber.(*)

(*) As palavras e as coisas:
uma arqueologia das ciências humanas;
Capítulo III – Representar; tópico VI. Mathésis e Taxinomia;
Capítulo X – As ciências humanas; tópico I – O triedro dos saberes; 
de Michel Foucault

Tempo em cada um das faixas do espectro
e para cada uma das etapas das operações

AQUEMDIANTEpara ALÉM
Tempo nas operações clássicas

Existe K

Tempo LE da figura, sob o pensamento clássico

Tempo nas operações modernas de Construção

Não existe K

Tempo LD da figura, pensamento moderno Construção

Tempo na operação moderna Instanciamento

Existe K

Tempo LD da figura, pensamento moderno Instanciamento

Tempo em cada um dos segmentos do espectro muda:

aquém do objeto, na estrutura input-output sob o pensamento clássico, temos um tempo relativo, ou um tempo calendário, cujo deus é Chronos;

diante do objeto mas no caminho da Construção da representação, sob o pensamento filosófico moderno, temos um tempo absoluto, um tempo não-calendário, cujo deus é Kairós;

e ainda diante, e também além do objeto, tempos um tempo que volta a ser relativo, calendário, e a soberania volta a ser a de Chronos.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Espaço dado ao homem – ‘naquilo que ele tem de empírico’ –
na estrutura dos modelos de operações

AQUÉMDIANTE e para ALÉM
O homem no pensameneto clássico
Os dois papéis do homem

“Antes do fim do século XVIII,
o homem não existia. (…)
Sem dúvida,
as ciências naturais trataram do homem como de uma
espécie ou de um gênero.”

As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas;
Cap. IX – O homem e seus duplos; tópico II. O lugar do rei

‘Na medida, porém, em que as coisas giram sobre si mesmas, reclamando para seu devir não mais que o princípio de sua inteligibilidade e abandonando o espaço da representação, o homem, por seu turno, entra e pela primeira vez,
no campo do saber ocidental’ (*)

(*) As palavras e as coisas:
uma arqueologia das ciências humanas; 
Prefácio

O modo de ser do homem, tal como se constituiu no pensamento moderno, permite-lhe desempenhar dois papéis: está, ao mesmo tempo, 

  • no fundamento de todas as positividades.
  • presente, de uma forma que não se pode sequer dizer privilegiada, no elemento das coisas empíricas.

As palavras e as cisas:
uma arqueologia das cências humanas,
Cap. X – As ciências himanas; I. O triedro dos saberes.

Desenvolvimento das operações por segmento do espectro de modelos

AQUÉMDIANTEpara ALÉM
  • no sistema Input-Output; usando uma ordem arbitrariamente escolhida;
  • e com propriedades não-originais e não-constitutivas das coisas, as chamadas ‘aparências’;
  • No sistema correspondente ao que Foucault chama de ‘essa maneira moderna de conhecer empiricidades’, que tem como elemento construtivo padrão fundamental a proposição, da qual herda as categorias de ideias ou elementos de imagem de primeiro nível;
  • e com propriedades sim-originais e sim-constitutivas daquilo que se constitui na existência em decorrência das operações.
  • No sistema formulado no campo das ciências humanas, com modelos constituintes compostos por uma combinação dos modelos constituintes das ciências que integram a região epistemológica fundamental, as ciências da Vida, do Trabalho e da Linguagem.
  • Nexo da operação.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Imaginação e Conceituação – funções humanas reversíveis:
Imagens tradicionais e Imagens técnicas

Antes do objeto

Diante do objeto

para Além do objeto

A imagem tradicional - aquela criada por humanos

Imagens tradicionais construídas por um humano

Imagens técnicas - criadas por aparelhos

Imagens técnicas, aquelas produzidas por aparelhos

Classes de abstrações que usamos

Classes de abstrações que usamos para construir essas imagens

Paletas com o conjunto completo de ideias ou elementos de imagem necessários para a formulação das respectivas imagens das ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t; incluindo relacionamentos entre esses elementos de imagem. (*)

Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia
Vilém Flusser

Modelos constituintes de modelos
em cada uma das faixas desse espectro

Posição relativa modelo de operações – sujeito-objeto

AQUÉM

DIANTE

para ALÉM

não há modelos constituintes nesse segmento do espectro, já que pelos pressupostos adotados (Universo, realidade única) nada é constituído na existência em decorrência das operações feitas

modelo constituinte composto pelo par constituinte correspondente ao campo em que o modelo é formulado, tomados isoladamente em cada área:

  • Vida (Biologia) – [função-norma]
  • Trabalho (Economia) – [conflito-regra]
  • Linguagem (Filologia) – [significação-sistema]

campo das Ciências Humanas com modelos constituintes formados por uma combinação ponderada dos três pares constituintes da Vida, do Trabalho e da Linguagem tomados todos simultaneamente em conjunto em cada modelo, dada ênfase a uma das áreas das ciências pertencentes à região epistemológica fundamental.

O espectro de modelos segundo essa possibilidade de sim-fundar, ou não-fundar,
as sínteses no espaço da representação: Aquém, Diante e para Além do objeto
– estes os segmentos do espectro de modelos de visões de ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t

O modo como Foucault descreve o problema que encontrou em seu trabalho pode ser mapeado em um espectro de modelos agrupados segundo os dois fatores por ele percebidos:  fator 1, com duas regiões quanto à fundação das sínteses na representação e com três regiões quanto à posição relativa ao objeto e ao sujeito: 

Espectro de modelos de operações de pensamento com três segmentos

ImpossibilidadePossibilidadePossibilidade
AQUÉMDIANTEpara ALÉM
do objeto e do sujeitodo objeto e do sujeitodo objeto e do sujeito

Fator 1 – o domínio/contaminação do pensamento com o uso simultâneo de configurações de pensamento 

  • com a  impossibilidade 
  • e também com a possibilidade,

de fundar as sínteses da representação da empiricidade objeto, no espaço da representação’; com duas regiões em um espectro de modelos:

Fator 2 – dar conta da obrigação correlativa (…) de abrir o campo transcendental da subjetividade constituindo, para além do objeto, os “quase-transcendentais”

com as seguintes regiões no espectro de modelos:

 1. região do espectro: ‘Aquém do objeto’ (na impossibilidade);

 2. região do espectro: ‘Diante do objeto’ (na possibilidade)

    • da Vida, (Biologia) par constituinte função-norma
    • do Trabalho, (Economia) par conflito-regra
    • e da Linguagem. (Filologia) par significação-sistema

 3. região do espectro: ‘para Além do objeto’, (na possibilidade) e no campo das ciências humanas, no espaço interior do triedro dos saberes.

outra região no espectro de modelos, com modelo constituinte único composto dos três pares constituintes das três regiões epistemológicas fundamentais

# 01
  • A pedra de tropeço no caminho de Michel Foucault
  • Os caminhos (e alterações de rota) de Humberto Maturana

“É que o pensamento que nos é contemporâneo e com o qual, queiramos ou não, pensamos, se acha ainda muito dominado

  • pela impossibilidade, trazida à luz por volta do fim do século XVIII, de fundar as sínteses [da empiricidade objeto do pensamento] no espaço da representação;
  • e pela obrigação correlativa, simultânea, mas logo dividida contra si mesma,
    de abrir o campo transcendental da subjetividade e de constituir inversamente, para além do objeto, esses “quase-transcendentais” que são para nós a Vida, o Trabalho, e a Linguagem.”  (*)

“Substituir 

  • a noção de input-output 
  • pela de acoplamento estrutural 

foi um passo importante na boa direção por evitar a armadilha da linguagem clássica de fazer do organismo um sistema de processamento de informação.
(…) Contudo é uma formulação fraca por não propor uma alternativa construtiva e deixar a interação na bruma de uma simples perturbação. (…) Frequentemente se tem feito a crítica de que a autopoiese leva a uma posição solipsista. (**)

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; 
capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades

(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo;
Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Funcionamento do pensamento em cada um dos segmentos desse espectro de modelos de operações

AquémDiantepara Além
Operações clássicas, antes de 1775
Operações modernas - Construção
Operações modernas - Instanciamento

Operacionalização das operações de pensamento, de produção, de ensino etc. em cada segmento do espectro de modelos

operação de transformação de Entradas em Saídas sob a estrutura Input-Output, no pensamento clássico, o de antes de 1775

operação de Conversão do Impensado em representação no domínio em que a operação ocorre

operação de disponibilização no ambiente/domínio de representação pré-existente no repositório de proposições explicativas da experiência formuladas de acordo com as regras da linguagem.

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

Funcionamento das Operações de Pensamento segundo o modo de ser do pensamento clássico e moderno

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Um Convite e a Questão.

Ver as coisas e o mundo sob um ponto de vista novo

Veja o mundo e as coisas desde um ponto de vista novo

Ultra-resumo do Argumento sobre modelagem pelo par sujeito-objeto

Eventos históricos que assinalaram alterações
no modo de ver o mundo e as coisas

Ultra-resumo Cronologia da Descontinuidade epistemológica entre 1775 e 1825

A descontinuidade epistemológica entre 1775 e 1825, ocorrida no pensamento em nossa cultura

Ultra-resumo Possibilidades ou não de fundar sínteses na representação

A SIM-possibilidade e a NÃO-possibilidade de fundar as sínteses no espaço da representação

Fundar as sínteses (do objeto) no espaço da representação é incluir nos modelos de operações do pensamento dois movimentos do próprio pensamento, na linguagem:

– o designar – estabelecer relações com a estrutura do objeto;

– o julgar – estabelecer relações com a verdade do objeto;

Exemplos de modelos existentes COM e SEM essa possibilidade de fundar as sínteses do objeto no espaço da representação

Ultra-resumo O processo UML de desenvolvimento de sistema de software

Divergências de interpretação entre o conceito teórico proposto e a representação proposta pela imagem feita para esse conceito

Ultra-resumo A operação de desenvolvimento de software da UML”

Uma revisão da figura representativa do conceito de processo de desenvolvimento de um software com a linguagem UML

Ultra-resumo Modelo FEPSC/SIPOC

O modelo FEPSC/SIPOC SixSigma

Ultra-resumo Modelo do Kanban

O modelo descritivo da produção do Kanban

Ultra-resumo Conexão entre David Ricardo e Michael Hammer

A figura 7.1 – Mapa da atividade semicondutores da Texas Instruments editada e comentada

Ultra-resumo A visão SSS a partir da Figura 7.1 - Mapa da Reengenharia de Michael Hammer

A Figura 7.1 – Mapa da atividade semicondutores, simetrizada

Visão SSS – Simétrica, Simbiótica e Sinérgica

A visão SSS
Argumento sobre modelagem pelo par sujeito-objeto
Construção da estrutura de operações na disposição SSS
Figura 7.1 - Mapa da atividade semicondutores da Texas Instruments
Simetrização da Figura 7.1 - Mapa da Reengenharia
Modelo do Kanban
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popup funcionamento

Funcionamento das Operações de Pensamento

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  • A pedra de tropeço no caminho de Michel Foucault
  • Os caminhos (e alterações de rota) de Humberto Maturana

“É que o pensamento que nos é contemporâneo e com o qual, queiramos ou não, pensamos, se acha ainda muito dominado

  • pela impossibilidade, trazida à luz por volta do fim do século XVIII, de fundar as sínteses [da empiricidade objeto do pensamento] no espaço da representação;
  • e pela obrigação correlativa, simultânea, mas logo dividida contra si mesma,
    de abrir o campo transcendental da subjetividade e de constituir inversamente, para além do objeto, esses “quase-transcendentais” que são para nós a Vida, o Trabalho, e a Linguagem.”  (*)

“Substituir 

  • a noção de input-output 
  • pela de acoplamento estrutural 

foi um passo importante na boa direção por evitar a armadilha da linguagem clássica de fazer do organismo um sistema de processamento de informação.
(…) Contudo é uma formulação fraca por não propor uma alternativa construtiva e deixar a interação na bruma de uma simples perturbação. (…) Frequentemente se tem feito a crítica de que a autopoiese leva a uma posição solipsista. (**)

(*) As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; capítulo VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico: I. As novas empiricidades
(**) De máquinas e de seres vivos: autopoiese – a organização do vivo; Prefácio à segunda edição; tópico Além da autopoiese; sub-tópico: Enacção e cognição, de Francisco José Garcia Varela

O modelo da Reengenharia:
a Figura 7.1 – Mapa a atividade semicondutores da Texas Instruments

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Verbo no pensamento moderno, Forma de produção

Verbo no pensamento clássico, Processo

ANTES
do objeto

Pensamento clássico, antes de 1775, Classificar é referir o visível a si mesmo

DIANTE e para ALÉM do objeto

Pensamento moderno, depois de 1825, Classificar é referir o visível ao invisível, e depois…

e; border: none; padding: 12px 24px; border-radius: 8px; cursor: pointer; font-size: 16px; font-weight: 600; z-index: 1000; box-shadow: 0 4px 15px rgba(0,0,0,0.3); transition: all 0.3s ease; font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, ‘Segoe UI’, sans-serif; display: flex; align-items: center; gap: 8px; “> ? Voltar ao Menu
O que é este trabalho? Modo de usar.

O que é este trabalho

Este trabalho é baseado em imagens e em vídeos (animações). Há nele muito pouco texto para ler; e na maioria das animações, há um áudio com o texto falado – que sempre você pode desligar se preferir ler diretamente. Nele, sigo o conselho/orientação de Vilém Flusser de reconstituir as imagens a  que correspondem os conceitos dos textos que usamos; e em seguida, relacionar tais imagens reconstituídas a partir dos textos, àquilo que deu origem a elas, na maioria dos casos as particulares visões de ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t – obtendo com Conceituação e com Imaginação, relações reversíveis entre textos e imagens, e entre imagens (figuras) e as ocorrências espacio-temporais.

Veja o tópico 1. O conhecimento necessário para reconhecer as visões que povoaram a mente de pioneiros filósofos ao longo dos últimos dois séculos  – que serviram de estímulo para conquistas humanas no pensamento, e por outro lado o posicionamento, na história da filosofia em nossa cultura ocidental, dos conceitos embutidos em textos que usamos frequentemente, hoje, em áreas mais prosaicas como a produção, vem de Michel Foucault, este autor, a maior influência neste trabalho, e aqui, engenheiro de produção honorário, pelo que nos transmite em seu ‘As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas’.

Utilizando diretamente a sugestão de Foucault quanto ao espectro de visões, (modelos com e sem a possibilidade de fundar as sínteses do pensamento no espaço da representação) tomo então alguns poucos modelos antológicos existentes – e de muita utilização, e aplico a esses modelos os critérios de distinções obtidos neste estudo, formando esse espectro de modelos composto por três segmentos – aquém, diante e para além do objeto – agrupados em duas famílias.
Isso dará elementos para identificarmos os elementos que utilizaremos em nossas modelagens, as paletas de ideias ou elementos de imagem em cada uma dessas regiões e famílias, incluindo as relações necessárias entre essas ideias ou elementos de imagem, para que a relação texto – imagem – visão se estabeleça, nos dois sentidos; e com isso melhores condições de possibilidade de identificar e entender como são os modelos que usamos aqui e agora. E de descobrir um pouco mais de perto o modo como efetivamente pensamos.

Ainda no tópico 1. O traçado da rota a percorrer, veio de Humberto Maturana. Tomei a pedra fundamental de seu pensamento, as objeções e propostas que ele fez sobre como eram e como deveriam ser, os modelos para fenômenos, inspirados na biologia; está em De máquinas e de seres vivos: autopoiese, a organização do vivo; Vinte anos depois; História. De Maturana tomo também a Figura 2 – Diagrama ontológico; Reflexões epistemológicas, do livro Cognição, Ciência e Vida cotidiana; servem de inicio e de suporte para as animações.

Modo de usar

Passando seu mouse sobre cada número de tópico na matriz, abre-se uma página resumo de previsão do tópico. Clicando no número de tópico você irá para o item respectivo onde terá acesso ao argumento, e às animações. Se clicar sobre o título do tópico na página de destino, você voltará à matriz de tópicos.

Modelo Provision Workbench da Proforma
5W2H

ECA do pensamento clássico

Quadro clássico

ARVE error: The [[arve]] shortcode needs one of this attributes av1mp4, mp4, m4v, webm, ogv, url

Paleta de ideias ou elementos de imagem
presentes na configuração de pensamento clássico

Clique aqui para ver as propriedades de operações e de organizações
quando construídas com essa paleta de ideias ou elementos de imagem

A ideia geral deste trabalho

Este trabalho é baseado em imagens e videos (animações). Fazemos um exercício de entendimento de imagens tradicionais e imagens técnicas e o percurso reversível, ida e volta, desde ocorrências no espaço-tempo até os textos com os conceitos a elas referidos.

Há muito pouco texto para ler; na maioria dos casos das animações, há um áudio com o texto falado – que sempre você pode desligar se preferir ler diretamente na área de mensagens.

A ideia básica é:

  • reconstituir as imagens a  que correspondem os conceitos, nos textos que usamos, sejam eles de filósofos, pensadores, modelistas experientes autores de modelos de larga utilização nas chamadas áreas técnicas;
  • e relacionar essas imagens àquilo que deu origem a elas, na maioria dos casos as respectivas visões das ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t, como as operações de produção, por exemplo.

Este trabalho procura dar elementos para identificarmos a paleta de ideias ou elementos de imagem em cada uma dessas imagens ou figuras, com as relações necessárias entre essas ideias – ou elementos de imagem -, para que as relações

texto ↔ imagem ↔ visão 

se estabeleçam.

Passando seu mouse sobre cada número de item de um tópico na matriz ou em uma linha de itens, abre-se uma página popup de resumo. Clicando no número do item, no lado esquerdo do cabeçalho dessa página de resumo, você irá para o item respectivo onde terá acesso ao argumento, e às animações. O menu vertical no lado direito da tela é uma videoteca.

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  • início
  • Lista de postagens
    – Projeto Formulador
  • Videoteca
      • Ocorrências no espaço-tempo x, y, x e t
        • Introdução
        • Cartesianismo: Sistema Input-Output
        • Um salto para fora do cartesianismo
          • caminho da Construção da representação
          • caminho do Instanciamento da representação
      • Estruturas conceituais sob os modelos
        • Estrutura conceitual LE: sistema Input-Output
        • Estruturas conceituais para o LD da figura
          • caminho da Construção da representação
          • caminho do Instanciamento da representação
      • Bloco construtivo padrão para construção de representações
        • Tipos de blocos construtivos padrões (Lego) para construção de representações
        • Proposição segundo Foucault: bloco construtivo padrão fundamental para construção de representações
        • Proposição segundo Foucault: o bloco construtivo padrão para construção de representações (texto extenso)
      • Cronologia do evento fundador na nossa modernidade no pensamento
      • Paletas de ideias ou elementos de imagem
        • Introdução
        • Paleta de ideias para o LE da figura
        • Paleta de ideias para o LD da figura
      • Timeline
      • Configurações do pensamento COM e SEM a possibilidade de fundar as sínteses
        • Configuração do pensamento SEM a possibilidade de fundat as sínteses
        • Configuração do pensamento COM a possibilidade de fundar as sínteses
      • Exemplo de Sistema de gestão organizado pelo par Sujeito-Objeto
        • Sistema Formulador
          • Funcionamento
          • Tela de detalhes
        • Modelos gerados
          • Modelo gerado Cogumelo
          • Exemplo 1: três módulos compostos
          • Exemplo 2: composição de objetos
          • Exemplo 3: composição de objetos
        • Formulação da proposição
          • QUEM: Organização
            • Exemplo de estrutura organizacional
          • COMO: Formas de produção
            • Elemento de fixação
            • Fundido em concreto
            • Pintura
            • Formas de produção compostas
              • Cogumelo
              • Banco de jardim
              • Figura de jardim
          • O QUE: Sucessões de analogias ou EAN's
            • Cogumelo
            • Banco de jardim
            • Figura de jardim
    • Visão rápida de Operações na Figura 2 de Maturana
      • Operações LE da figura: Sistema Input-Output
        • Tempo no LE da figura, sob o Sistema Input-Output
      • Operações LD da figura nos dois caminhos: Construção e Instanciamento
        • Construção da representação
          • Tempo na Construção da representação
        • Instanciamento da representação
          • Tempo no Instanciamento da representação
    • Pensadores
      • Referências
        • Vilém Flusser
          • A imagem tradicional
          • As imagens técnicas
          • Classes de abstrações
          • Cosmovisão no cartesianismo
          • Salto para fora do cartesianismo
          • Ciência, Tecnologia e Filosofia
        • Humberto Maturana
          • Pedra fundamental do pensamento
          • Os caminhos de Maturana e Varela
            • Objeções
            • Propostas
            • Avaliação de Varela
          • Estar na linguagem, segundo Humberto Maturana
          • Escaneamento da figura 2 de Maturana
        • Michel Foucault
          • Eis que ...
          • Cronologias da Descontinuidade epistemológica
            de 1775-1825
            • Cronologia resumida do evento fundador da nossa
              modernidade no pensamento filosófico
            • Cronologia mais estendida
          • Classificar: os 2 conceitos
          • A proposição
          • Proposição, em abordagem extensa
          • Os 2 papéis do homem no pensamento moderno
          • Os dois princípios para o conceito trabalho, coexistentes na filosofia
            • Os 2 princípios para trabalho
            • Comparação entre os princípios de trabalho de Adam Smith, 1776; e de David Ricardo, de 1817
            • A importância de David Ricardo e seu Princípio Dual de Trabalho
          • Os 2 conceitos de verbo
            • Processo como verbo
            • Forma de produção como verbo
          • Os 2 Espaços Gerais do Saber
            • ESG Clássico
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              • As três faces do Triedro
          • O Tempo nos 2 lados da figura
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              • Tempo no caminho da Construção da representação
              • Tempo no caminho do Instanciamento da representação
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          • Foucault explica
            • Os verbos: "Processo" e "Forma de produção"
            • O limiar da linguagem
            • O verbo ser - a articulação
            • O cogito e o impensado
            • A idade da história
              • A idade da história – parte 1
              • A idade da história – parte 2
              • A idade da história – parte 3
          • Para além do objeto
            • Manual de uso e projeto de modelos no campo das ciências humanas, por Michel Foucault
        • Nosso roteiro
      • Depoimentos de pensadores
      • Outras citações
        • Utopia e Heterotopia como referenciais do pensamento
    • Outros pensadores
      • Ilya Prigogine - o conceito de Caos
      • Richard Saul Wurman - As "duas" coisas relevantes em qualquer problema
      • John Dewey - As duas visões de mundo
      • Edgar Morin - o problema teórico da complexidade
    • Funcionamento de modelos
      • Legendas
        • Configuração clássica do pensamento
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          • Tempo no caminho do Instanciamento da representação
      • Para além do objeto
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      • Acoplamentos estruturais do sistema no LD
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      • Funcionamento das Operações e organizações no LD da Figura 2
        • Funcionamento de operações no pensamento moderno
      • Modelos de acordo com suas estruturas conceituais e possibilidades de dar tratamento às sínteses do objeto
        • Introdução
        • Modelos SEM a possibilidade de fundar sínteses
          • Funcionamento do pensamento no LE da figura
          • Exemplos de modelos SEM possibilidade de fundar sínteses do objeto na representação
        • Modelos COM a possibilidade de fundar as sínteses
          • Funcionamento do pensamento no LD da figura
          • Exemplos de modelos COM a possibilidade de fundar as sínteses do objeto na representação.
        • Dois modelos e uma animação: SEM e COM a possibilidade de fundar as sínteses no espaço da representação
          • Modelo SIPOC (FEPSC) - SixSigma
          • Visões Tob-Down x Botton-Up
          • Modelo da PHD
    • Exemplos antológicos
      • Três pares de exemplos de modelos antológicos feitos sobre as duas ECA's
      • Operações: Kanban – Organização: Mapa da Reengenharia
        • Kanban-Mapa da Reengenharia completo
        • Parte 1 Kanban-Mapa da Reengenharia
        • Parte 2 Kanban-Mapa da Reengenharia
    • Desenvolvimento de modelos
      • A Visão SSS – Simétrica, Simbiótica e Sinérgica
        • Visão SSS – argumento
        • Visão SSS – mapeamento
      • Visão SSS – comunidades
      • Visão SSS – Acoplamentos estruturais
        • Visão SSS – acoplamentos estruturais internos
        • Visão SSS – acoplamentos estruturais externos
      • Mapa de operações SSS – Simétricas, Simbióticas e Sinérgicas
    • Modelos diversos
      • Coleção de modelos diversos
      • Coleção de modelos
      • MDP de E. S. Buffa
      • 5w2h
      • SIPOC
      • MS Project 4.0
      • MPJ – Kanban
      • MDP-Kanban: formulação da proposição
      • Modelo da Reengenharia
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  • Coleção de vídeos Youtube
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    • Art meets Science & Spirituality in a changing Economy
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