É que o pensamento que nos é contemporâneo e com o qual, queiramos ou não, pensamos, se acha ainda muito dominado pela impossibilidade trazida à luz por volta do fim do século XVIII, de fundar as sínteses no espaço da representação; e pela obrigação correlativa — simultânea, mas logo dividida contra si mesma — de abrir o campo transcendental da subjetividade e de constituir, inversamente, para além do objeto, esses quase-transcendentais que são para nós a Vida, o Trabalho e a Linguagem. Michel Foucault, As Palavras e as Coisas, cap. IX (excerto).
É que o pensamento que nos é contemporâneo e com o qual, queiramos ou não, pensamos, se acha ainda muito dominado pela impossibilidade trazida à luz por volta do fim do século XVIII, de fundar as sínteses no espaço da representação; e pela obrigação correlativa — simultânea, mas logo dividida contra si mesma — de abrir o campo transcendental da subjetividade e de constituir, inversamente, para além do objeto, esses quase-transcendentais que são para nós a Vida, o Trabalho e a Linguagem. Michel Foucault, As Palavras e as Coisas, cap. IX (excerto).



























































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