O salto do pensamento para fora do espaço da representação
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O salto do pensamento para fora do espaço da representação
A partir de Ricardo,
o trabalho,
desnivelado em relação à representação,
e instalando-se em uma região
onde ela não tem mais domínio,
organiza-se segundo uma causalidade que lhe é própria.
As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas; Cap. VIII – Trabalho, Vida e Linguagem; tópico II. Ricardo
Uma evidência ilustrativa do salto dado pelo pensmaento para fora do domínio da representação ao modelar a operação de construção de uma representação nova.
A partir do período após a descontinuidade epistemológica de 1775-1825 cessa o primado da representação.
Isso não quer dizer que o pensamento doravante prescinda da representação.
Ela continua lá, necessária, imprescindível, apenas que a operação de construção de representações transcorre em espaços que estão fora do seu domínio, como a figura mostra.
Lugares onde ocorrem as operações em função do segmento ocupado pelo modelo de operações no espectro de modelos No ‘As palavras e as coisas’ Michel Foucault fala sobre: Lugar de nascimento do que é empírico; Circuito das trocas. O conceito que permite fazer a diferença entre esses dois lugares nos quais podem ocorrer operações é…
O ‘Lugar desde onde se fala’ e o ‘Lugar do falado’ Esses dois lugares – o ‘lugar desde onde se fala’ e o ‘lugar do falado’ – juntos delimitam o ‘Lugar do nascimento do que é empírico’, espaço onde se dá a articulação do pensamento do homem com o impensado feita no domínio do Pensamento…
As paletas de ideias – ou elementos de imagem – em cada configuração do pensamento, antes e depois da Descontinuidade Epistemológica de 1775 a 1825 A paleta de ideias – ou elementos de imagem – para a configuração do pensamento clássico, o de antes da Descontinuidade Epistemológica de 1775 a 1825 Paleta de ideias –…
O espectro de modelos segundo essa capacidade de sim-fundar ou de não-fundar as sínteses [da empiricidade objeto do pensamento] no espaço da representação O modo como Foucault descreve o problema que encontrou em seu trabalho, em dois fatores: 1. a contaminação, e até o domínio do pensamento atual pela impossibilidade de fundar as sínteses [da…
O tempo em modelos de operações feitos nas configurações do pensamento: clássico (antes de 1775) e moderno (depois de 1825) Tempo sob o pensamento clássico, o de antes de 1775; e sob o pensamento moderno, o de depois de 1825, nos caminhos da Construção e do Instanciamento da representação Pensamento clássico, o de antes da…
Domínios onde ocorrem as operações em função do segmento do espectro de modelos ao qual pertence um modelo de operações Pensamento clássico: domínio do Discurso e da Representação Domínio do Discurso e da Representaçãono interior do qual ocorrem as operações sob o pensamento clássico O pressuposto no LE da figura é: “A existência precede a…
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O que é este trabalho? Modo de usar.
O que é este trabalho
Este trabalho é baseado em imagens e em vídeos (animações). Há nele muito pouco texto para ler; e na maioria das animações, há um áudio com o texto falado – que sempre você pode desligar se preferir ler diretamente. Nele, sigo o conselho/orientação de Vilém Flusser de reconstituir as imagens a que correspondem os conceitos dos textos que usamos; e em seguida, relacionar tais imagens reconstituídas a partir dos textos, àquilo que deu origem a elas, na maioria dos casos as particulares visões de ocorrências no espaço-tempo x, y, z e t – obtendo com Conceituação e com Imaginação, relações reversíveis entre textos e imagens, e entre imagens (figuras) e as ocorrências espacio-temporais.
Veja o tópico 1. O conhecimento necessário para reconhecer as visões que povoaram a mente de pioneiros filósofos ao longo dos últimos dois séculos – que serviram de estímulo para conquistas humanas no pensamento, e por outro lado o posicionamento, na história da filosofia em nossa cultura ocidental, dos conceitos embutidos em textos que usamos frequentemente, hoje, em áreas mais prosaicas como a produção, vem de Michel Foucault, este autor, a maior influência neste trabalho, e aqui, engenheiro de produção honorário, pelo que nos transmite em seu ‘As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas’.
Utilizando diretamente a sugestão de Foucault quanto ao espectro de visões, (modelos com e sem a possibilidade de fundar as sínteses do pensamento no espaço da representação) tomo então alguns poucos modelos antológicos existentes – e de muita utilização, e aplico a esses modelos os critérios de distinções obtidos neste estudo, formando esse espectro de modelos composto por três segmentos – aquém, diante e para além do objeto – agrupados em duas famílias. Isso dará elementos para identificarmos os elementos que utilizaremos em nossas modelagens, as paletas de ideias ou elementos de imagem em cada uma dessas regiões e famílias, incluindo as relações necessárias entre essas ideias ou elementos de imagem, para que a relação texto – imagem – visão se estabeleça, nos dois sentidos; e com isso melhores condições de possibilidade de identificar e entender como são os modelos que usamos aqui e agora. E de descobrir um pouco mais de perto o modo como efetivamente pensamos.
Ainda no tópico 1. O traçado da rota a percorrer, veio de Humberto Maturana. Tomei a pedra fundamental de seu pensamento, as objeções e propostas que ele fez sobre como eram e como deveriam ser, os modelos para fenômenos, inspirados na biologia; está em De máquinas e de seres vivos: autopoiese, a organização do vivo; Vinte anos depois; História. De Maturana tomo também a Figura 2 – Diagrama ontológico; Reflexões epistemológicas, do livro Cognição, Ciência e Vida cotidiana; servem de inicio e de suporte para as animações.
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